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Meditação kolbiana

Novembro de 2017

 

 



Fátima: a luz da Fé na hora das trevas

 

“Fátima nos lembra, nas aparições do Anjo na Loca do Cabeço (entre abril e outubro de 1916) que o Senhor, diante da infidelidade e do pecado do homem, coloca ao nosso lado um Anjo, que fascina com a luz da sua presença, que conforta, exorta, admoesta e convida, mais uma vez, para os caminhos de Deus”[1]. Estas aparições, narradas por Lucia, são classificadas como “o ciclo angélico”.
No dia 13 de MAIO de 1917 (primeira aparição) os três pastorezinhos foram testemunhas da aparição da Senhora “mais brilhante que o sol” em cima de uma azinheira. "Era toda luminosa, emitindo uma luz ardente; estavam a pouco mais de um metro e as três crianças ficaram maravilhadas contemplando-a, enquanto pela primeira vez a doce Senhora falou, tranquilizando-os: "Não tenhais medo, não vos farei mal”. Seu vestido feito de luz e branco como neve, tinha na cintura um cordão de ouro; um véu rendado de ouro lhe cobria a cabeça e os ombros, descendo até os pés como um vestido ... ".
A terceira parte do segredo revelado no dia 13 de julho na Cova da Iria – Fatima diz assim: “Escrevo em ato de obediência a Vós Deus meu, que me mandais por meio de sua Excelência Reverendíssima o Senhor Bispo de Leiria e da Vossa e minha Santíssima Mãe... Vimos ao lado esquerdo de Nossa Senhora um pouco mais alto um Anjo com uma espada de fogo na mão esquerda; ao cintilar, despedia chamas que parecia iam incendiar o mundo; mas apagavam-se com o contato do brilho que da mão direita expedia Nossa Senhora ao seu encontro”.

Papa Bento XVI, em visita a Fátima em 2010, comentou esta visão com estas palavras: “A visão mostra que a força que se contrapõe ao poder da destruição é o brilho da Mãe de Deus”[2].
No dia 13 de julho a Cova da Iria transbordava de gente para assistir ao milagre do sol. A Virgem, depois de dizer “não ofendam mais a Deus Nosso Senhor que já está muito ofendido”, “abrindo as mãos, fê-las refletir no sol, e enquanto Se elevava, continuava o reflexo da sua própria luz a projetar-se no sol...”.
O elemento da luz e do sol é muito claro nas descrições deixadas pela Irmã Lúcia em suas Memórias. Sempre, quando Maria desce à terra, é acompanhada pela luminosidade ultraterrena que as crianças não são capazes de descrever. Mas elas têm, porém, a sensação de que essa luz brilhante vem de Deus, ou melhor, é a luz da presença de Deus.
“Uma experiência de graça que os fez se apaixonar por Deus em Jesus, a tal ponto que Jacinta exclamava: "Eu gosto tanto de dizer a Jesus que o amo! Quando eu lhe digo muitas vezes, pareço ter um fogo no peito, mas não me queimo". E Francisco dizia: "O que mais gostei de tudo foi ver Nosso Senhor com aquela luz que nossa Mãe colocou no nosso peito. Eu quero muito bem a Deus!"[3] Com um coração agradecido e cheio de espanto são João Paulo II exclama: “Sentimo-nos bem aqui, na Casa de Maria... Esta multidão enorme de peregrinos com as velas da fé acesas e o rosário nas mãos me confirma que cheguei a Fátima, ao Santuário da Mãe de Deus e dos homens... Viva sempre Jesus Cristo nos vossos corações, como um feixe de luz que indica o caminho para a Terra Prometida!...” [4].

Maria, assim como uma vez precedeu e trouxe à humanidade a Luz do mundo - Cristo, agora vem a nós como a estrela que indica à humanidade o caminho do retorno a Deus. A acolhida da Palavra na própria vida é o pressuposto fundamental para ser verdadeiras testemunhas de Cristo: "Vós sois a luz do mundo ... Brilhe do mesmo modo a vossa luz diante dos homens, para que, vendo as vossas boas , eles glorifiquem vosso Pai que está nos céus" (Mt 5, 16). "Essas palavras enfatizam que somos reconhecíveis como verdadeiros discípulos Daquele que é a Luz do mundo, não em palavras, mas pelas nossas obras..." [5].
Quando seguimos o amor como a única regra de vida, então somos luz para quem nos encontra. Quando dois na terra se amam, tornam-se luz no escuro, lâmpada para os passos de muitos. Quem ilumina o outro, ilumina-se a si mesmo. Como o profeta Isaías sugere: "Sua luz brilhará nas trevas" (58,9): todo o dia está envolto pela luz que se espalha em todas as direções onde o coração humano se expressa sem duplicidade, sem interesse pessoal, não devastado pela vida, mas expropriado para uso público.
São Maximiliano Kolbe com sua vida e seu trabalho exerceu uma influência fundamental no desenvolvimento da civilização do amor. Na atormentada história da humanidade é como um "astro luminoso", uma luz para o nosso caminho. São Maximiliano é luz para aqueles que se aproximam dele, porque acredita que o bem é possível mesmo em situações que parecem negá-lo. "Sua morte foi a salvação de milhares de vidas humanas... e, enquanto vivermos, nós que estávamos em Auschwitz, curvaremos a nossa cabeça em memória do que aconteceu: seu gesto tornou-se para nós uma poderosíssima explosão de luz capaz de iluminar a noite escura do campo"[6].

E como não recordar o testemunho de frei Maximiliano, que Paulo VI chama de “imagem luminosa para a nossa geração, genuíno discípulo de são Francisco? Durante as mais trágicas experiências que tingiram de sangue a nossa época, ele se ofereceu espontaneamente para morrer a fim de salvar um irmão desconhecido; e as testemunhas contam que o lugar de sofrimento, que era normalmente como uma imagem do inferno, de alguma maneira mudou, tanto para seus infelizes companheiros como para ele, em antessala da vida eterna, devido à sua paz interior, à sus serenidade e à sua alegria” [7].
Bento XVI, por ocasião da visita à paróquia dedicada a São Maximiliano [8], disse: "Que grande luz ele se tornou! Quanta luz veio dessa figura e encorajou os outros a doar-se, a estar perto dos sofredores, dos oprimidos!"
Sim, a vida de são Maximiliano foi exatamente uma carícia de Deus para todas as pessoas em dificuldade que ele encontrou em seu caminho.
Maria, tu que vens do céu nas noites do mundo, tu que habitas nos invernos do coração, tu que vens ao nosso encontro como esplendor, mostra-nos mais uma vez a luz de Cristo para que cada um de nós possa dizer: Tu és o meu Senhor e meu Deus.

Angela Esposito, mipk

 
 

[1] João Paulo II, Santuário de Fátima 1991.
[2] Bento XVI, Fátima, maio de 2010.
[3] Memórias da Irmã Lucia, I, 42 e 126 (Bento XVI 2010).
[4] São João Paulo II, Fátima, 10 de maio de 1991.
[5] Papa Francisco.
[6] Giorgio Bielecki.
[7] Paulo VI, Gaudete in Domino, AAS (1975).
[8] Roma, 12.12.2010

 
 

Entregue a São Maximiliano Kolbe os seus desejos, sonhos e esperanças

 

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