1. Inizio pagina
  2. Contenuto della pagina
  3. Menu principale
  4. Menu di Sezione
  1. IT
  2. EN
  3. ES
  4. FR
  5. PT
  6. PL
Contenuto della pagina

Meditação kolbiana

Outubro de 2017

 

 



Oferecer-se ao Senhor

 

Irmã Lucia atesta na Segunda memória (novembro de 1937), e na Quarta memória (outubro - dezembro de 1941) que, tanto nas experiências “angélicas” quanto na primeira aparição de 13 de maio de 1917, a Virgem teria convidado ela e os seus primos a oferecer a vida deles ao Senhor.

Já no verão de 1916, durante manifestações sobrenaturais especiais, aquele que se revelou como o anjo de Portugal, tinha pedido aos pastorinhos para oferecer sacrifícios a Deus.

Na aparição da Virgem em 13 de maio de 1917, a primeira que aconteceu na Cova da Iria, a Virgem falou de tal oferta em termos precisos: “Quereis oferecer-vos ao Senhor para suportar todos os sofrimentos que Ele quiser enviar-vos, em ato de reparação pelos pecados com que ele é ofendido e de súplica pela conversão dos pecadores?” “Sim, queremos”. “Ides, pois, ter muito o que sofrer, mas a graça de Deus será o vosso conforto». Em ambos os casos é pedido às crianças para “oferecer-se ao Senhor”, para “oferecer orações e sacrifícios”, para “suportar os sofrimentos” por dois objetivos: como um ato de expiação («reparação pelos pecados com que ele é ofendido») e como um ato de intercessão («súplica pela conversão dos pecadores»).

As Memórias de irmã Lucia atestam que as crianças por um lado aceitam de bom grado as dificuldades que a vida põe diante delas, como quando suportam as contrariedades dos familiares, as insinuações dos vizinhos, os interrogatórios violentos, o cárcere, as bordoadas, a doença com um só desejo no coração: reparar as ofensas dos pecadores. Por outro lado, eles muitas vezes, escolhem sozinhos pequenos sofrimentos para oferecê-los em sacrifício, como quando doam a merenda aos pobres ou decidem comer bolotas amargas, oferecer a sede ou beber a água destinada aos animais, ou amarrar o braço com uma corda e irritar-se com urtigas, ou usar uma corda amarrada na cintura como um cilício.

Para Papa Bento XVI “fazia parte de uma forma de devoção, talvez menos praticada hoje, mas que não muito tempo atrás era bastante difundida, a ideia de poder «oferecer» as pequenas canseiras da vida quotidiana, que nos ferem com frequência como alfinetadas mais ou menos incômodas, dando-lhes assim um sentido. Nesta devoção houve sem dúvidas coisas exageradas e talvez mesmo insanas, mas é preciso interrogar-se se não havia de algum modo contido nela algo de essencial que poderia servir de ajuda. O que quer dizer “oferecer”? Estas pessoas estavam convencidas de poderem inserir no grande compadecer de Cristo as suas pequenas fadigas, que passavam assim, de algum modo, a fazer parte do tesouro de compaixão do qual o gênero humano necessita. Desta modo, também as pequenas moléstias do dia a dia poderiam adquirir um sentido e contribuir para a economia do bem, do amor entre os homens...”

Papa Francisco assim se dirige aos jovens: “jejuai não apenas das refeições, mas sobretudo dos maus hábitos, diletos jovens, para adquirir maior domínio sobre vós mesmos...” [1]

Como observava são João Paulo II no ano 2000, “a mensagem de Fátima é um apelo à conversão, alertando a humanidade para não fazer o jogo do «dragão» que, com a «cauda, arrastou um terço das estrelas do Céu e lançou-as sobre a terra» (Ap 12, 4). A meta última do homem é o Céu, sua verdadeira casa onde o Pai celeste, no seu amor misericordioso, por todos espera. Deus não quer que ninguém se perca; por isso, há dois mil anos, mandou à terra o seu Filho «procurar e salvar o que estava perdido» (Lc 19, 10). E Ele salvou-nos com a sua morte na cruz; que ninguém torne vã aquela Cruz!” [2].

Vem-nos em mente o início do Evangelho: “Convertei-vos e crede no evangelho” (Mc 1,15). É um convite urgente a voltar para si, a perguntar-se: “A quem pertence o meu coração?”.

"Converter-se", em hebraico, significa "voltar para Deus": "Voltai, filhos rebeldes" (Jer 3:22); "Voltai ao Senhor” (Os 14,3). Significa voltar-se para o Senhor com toda a existência, tomá-lo incondicionalmente como único Deus. 

O segundo imperativo é Crer no Evangelho, aderir a Jesus, confiar nele, recebê-lo como Aquele que dá sentido às nossas vidas. Não é suficiente aderir a uma doutrina, é preciso jogar-se dentro, mergulhar a vida com as conseqüentes escolhas segundo os sentimentos de Cristo. A mensagem de Fátima, portanto, exorta-nos a nos questionar sobre quem é Deus para nós / nos interroga sobre o nosso relacionamento com Deus. Consequentemente vem o chamado à conversão, a voltar o olhar para Ele novamente, construindo o bem que pode orientar a história pessoal e da humanidade.

Em sua solicitude materna, a Santíssima Virgem veio a Fátima para pedir aos homens para "não ofenderem mais a Deus, Nosso Senhor, que já está muito ofendido". É a dor de uma mãe que percebe que o destino de seus filhos está em jogo. Então ela pede aos pastorinhos: "Rezem, rezem muito e façam sacrifícios pelos pecadores; tantas almas acabam no inferno porque não há ninguém que se sacrifique e reze por elas".

O objetivo da Milícia da Imaculada é o mesmo que a mensagem de Fátima: "dar a conhecer a beleza de se pertencer a Maria, nossa Mãe e, com ela, trabalharmos pela conversão dos pecadores e a santificação de todos" (EK 1368). E para fazer isso precisamos "Pagar pessoalmente, com o preço da nossa fadiga, dos nossos bens, da nossa saúde, da nossa reputação e da nossa vida, e com tua poderosa ajuda - porque sozinhos nós não podemos fazer nada - libertaremos para ti o maior número possível de pessoas da escravidão do demônio, do mundo e da carne, e tendo-as tornados felizes, oferecê-las-emos a ti como Propriedade tua, enquanto não nos revermos, Mãezinha, no paraíso” (EK 1037).

O saudoso Stefano De Fiores, em um escrito póstumo sobre o mistério do mal em relação a Maria, afirmava: "Não se deve brincar: em tempos favoráveis aos ídolos precisa vigilância, sobriedade, força [...] e com os primeiros cristãos combater Satanás em todas as formas em que ele se manifesta. E neste combate, Maria, plenamente associada à obra salvífica de Cristo, coopera eficazmente com seu divino Filho contra Satanás. Em seu agir ela combate o Príncipe das Trevas colocando-se ao lado de Cristo como Nova Eva na batalha contra o mal, o pecado, a morte" [3].
 


Angela Esposito, mipk

 
 

[1] Audiência 15 de março de 2017
[2] Homilia na Missa celebrada em Fátima dia 13 de maio de 2000 na beatificação dos pastorinhos Francisco e Jacinta.
[3] Stefano de Fiores, Maria e o mistério do mal, Ancona, Milão 2013, p. 132

 
 

Entregue a São Maximiliano Kolbe os seus desejos, sonhos e esperanças

 

Arquivo das meditações